Compreensão
Oh Deus, que és todo bondade,
Que és todo amor e carinho,
Dá-me a graça inigualável
De eu ser eu mesmo por fim.
Faze com que eu veja as pessoas,
Tal como são realmente
E não através de imagens,
Que os preconceitos impõem.
Que meus olhos vejam tudo
Com as cores da verdade,
Não com lentes distorcidas,
Que iludem percepções.
Que meus ouvidos ouçam
O que me querem dizer
E não palavras ocultas
Que eu gostaria de ouvir.
Que meus sentidos só sintam
O que está a acontecer
E que não gerem fantasmas,
Que me fazem sentir mal.
Que de m eus lábios promanem
Palavras plenas de amor
E não palavras ferinas,
Que fazem sofrer alguém.
Que meus braços levantados,
As mãos em gesto de prece,
Invoquem sempre ternura;
E que não empunhem armas
Que só fazem destruir.
Que meus pés caminhem sempre
Pelas sendas da virtude
E não percorram, sem rumo,
As vielas viciosas.
Que meu coração, repleto
De amor transborde amizade
E não instigue vingança
Aos desafetos fortuitos.
Que meu pensamento seja
Em prol de um viver melhor
E não divague, impreciso,
Buscando prejudicar.
Eu quero ver a verdade,
Para entender-me melhor
Quero sentir a verdade,
Para integrá-la ao meu ser.
Perdoa-me, oh Deus, por não ter conseguido tudo isso;
E dá à humanidade
Tudo o que peço por mim;
Pois, se os homens se entenderem,
Teu reino será aqui.
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